23/07/2008
Mal olímpico?

Vários atletas já reclamaram que a poluição chinesa poderá atrapalhar seu desempenho nas Olimpíadas, que começam agora em agosto. Para o pneumonologista Gokhan Mutlu, da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, os espectadores também devem se preocupar.

Segundo Mutlu, aspirar altos níveis de poluição por 24 horas já seria suficiente para causar derrame e ataque cardíaco em pessoas mais suscetíveis (aquelas com fatores de risco para doenças cardiovasculares, como pressão alta, diabetes, obesidade).

Mutlu descobriu o mecanismo que torna a poluição do ar tão perigosa. As microscópicas partículas de poluição, quando aspiradas, fazem o sangue se torna mais denso. O sangue espesso faz com que nossos pulmões se inflamem e liberem uma substância que aumenta a coagulação do sangue. Os coágulos podem bloquear vasos sangüíneos e causar derrames e infartos.

“Pessoas que assistirão às Olimpíadas e depois enfrentarão vôos longos de volta para casa têm mais chances de ter algum problema”, diz Mutlu. “Se um coágulo atingir os pulmões pode causar embolia pulmonar, que pode matar.”

(Marcela Buscato)

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22/07/2008
As mudanças climáticas para as crianças


O estudante Murilo Hideki Ashiguti, de 12 anos, viajou para a Nova Zelândia ao vencer a 17ª edição do Concurso Internacional de Pintura Infantil sobre o Meio Ambiente, uma iniciativa global do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), do Grupo Bayer e da Fundação para a Paz e Meio Ambiente (FGPE).

É a primeira vez que um brasileiro vence a etapa que premia o melhor trabalho da América Latina e Caribe. O tema do concurso foi “Mudanças Climáticas: atitudes que podemos ter agora para redagora para reduzir nosso impacto negativo”. Abaixo, o menino, e alguns vencedores da última edição, fotografados onde vivem. Os traços variam muito. Mas a mensagem é uma só: as crianças estão conscientes de que as mudanças climáticas estão transformando o planeta. E sabem que as conseqüências são trágicas.

O jovem brasileiro com sua obra de arte. Ao fundo a cidade de São Paulo. Murilo acha que pequenas mudanças de atitude podem salvar o planeta.










Lakshmi Shree na cidade de Bangalore no sul da Índia, país que apresenta altas taxas de desmatamento.











A menina Renée Wang ao norte de San Diego. No verão de 2007 a área foi tragicamente atingida por incêndios florestais.










Zayaan Masood, de Bangladesh (camiseta amarela). A capital Dhaka, onde vive, é freqüentemente atingida por inundações.











Jiang Ziang, de 9 anos, de Pequim, pintou os efeitos da queima de carvão.












A londrina Charlotte Sulivan, de 11 anos, venceu a última edição do concurso.












(Luciana Vicária)

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22/07/2008
A visita da família pica-pau

Há cerca de dois meses a área arborizada preservada pelos moradores do Parque Continental, zona oeste de São Paulo, recebeu a visita de um casal de pica-paus, um macho de crista amarela e uma fêmea sem topete. Desde que descobriram a área, cortada por um riacho e com algumas plantas frutíferas, os pica-paus passaram a ser presença constante por ali.

O casal elegeu o jardim da casa da minha mãe para se alimentar todas as manhãs. No começo, eram bem ariscos. Mas com o passar do tempo perderam o medo e a timidez das câmeras. Tirei foto deles em todos os ângulos, até levei a foto para um amigo biólogo me ajudar a identificar a espécie.

Há um mês fiquei preocupada com o sumiço dos dois. Durante quatro semanas eles não visitaram o jardim nenhuma vez. O pessoal do bairro começou a falar. Uma senhora do fim da rua disse que viu um sujeito em cima de uma árvore com uma redinha. Uma outra disse que os viu voando da janela do ônibus e que, portanto, eles estariam em liberdade.

Para nossa surpresa - e alegria - eles voltaram a aparecer. Não dois, mas três. O casal estava afastado para cuidar do filhote, batizado de “picapinho”. A nova família ainda quer distância das câmeras. Não consegui fotografar o picapinho. Mas resolvi contar esta história assim mesmo.

Eu me antecipei porque, no fundo, sempre que olho para eles, penso que pode ser a última vez que os esteja vendo ali. É difícil não achar que são estranhos no ninho - e que estão ameaçados por uma cidade tão cinza e pouco acolhedora.

(Luciana Vicária)

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21/07/2008
Onde reciclar a embalagem longa vida

Mais uma dica boa da
Lucia Freitas, do blog LadyBug:

“A TetraPak, fabricante de embalagens longa vida, oferece um novo serviço para os neo-conscientes: o Rota da Reciclagem. Através de um mashup no Google Maps, você digita o seu endereço e encontra cooperativas, postos de entrega voluntária e comércios que recebem as embalagens (e não só) para encaminhar à reciclagem.

“Testei um pouco o serviço, com endereços genéricos e aleatórios (Rio de Janeiro e Vitória) e o trem funciona direitinho. Teve gente no Twitter dizendo que tinha se localizado. (espero que leve seu lixo para lá a partir de agora). O bacana é que eu sempre separei o longa vida (lavo e deixo secar, sim, que ninguém merece lixo sujo).”

(Alexandre Mansur)

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20/07/2008
Frite e doe

Os moradores e empresas de São Paulo e Salvador podem doar o óleo usado à
Comanche Clean Energies. A dica é da Lucia Freitas, do blog LadyBug:

“A Comanche, que produz etanol e biodiesel com capital norte-americano e expertise brasileira, se propõe a ir até a porta da sua casa ou estabelecimento para buscar o óleo de cozinha. Ganham eles, com matéria prima para o seu biodiesel, ganha o ambiente - porque a gente já sabe que 1 litro de óleo polui milhões de litros de água.

“Para doar, é fácil, simples e indolor. Você peneira o óleo e guarda (sem resíduos sólidos e depois que esfriar, por favor) numa garrafa PET. Tampa e convoca o batalhão verde da empresa (telefone: 0800-723-1180 ou pelo e-mail doeoleo@comanche.com.br).

“Para hotéis, bares e restaurantes, é preciso usar os galões que a própria empresa fornece (os volumes são maiores). Mas o canal de contato é o mesmo.”

(Alexandre Mansur)

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19/07/2008
Para ser reciclado





Jan Chipchase flagra uma solução engenhosa para armazenar garrafas PET a serem recicladas. O faxineiro que fazia a limpeza das calçadas na cidade de Handan, na China, apertou as garrafas no puxador da lixeira.

(Alexandre Mansur)

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19/07/2008
Vida dura no Ártico

A dura vida de um urso polar por causa do aquecimento global. Será que dá para rir?



(Marcela Buscato)

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18/07/2008
Para entender a genética








Rob DeSalle, curador do Museu de História Natural de Nova York, deu uma palestra durante a exposição Revolução Genômica, para explicar as mudanças causada pelas pesquisas genéticas. DeSalle ajudou, por exemplo, a desenvolver um teste genético para identificar a espécie de peixe que dava origem ao caviar comercializado nos Estados Unidos. Graças a isso, ficou provado que as saborosas ovas vinham de três espécies de esturjão gravemente ameaçadas de extinção que, por isso, foram declaradas protegidas.

Analisar em detalhe o genoma humano vem permitindo reconstruir as rotas de migração do homem ao longo dos milênios. Embora digam muito sobre os caminhos da humanidade, essas informações não revelam as origens de cada pessoa, advertiu o geneticista. Com toda a miscigenação que acontece há milhares de anos não é possível, por exemplo, encontrar um único ancestral para cada continente. "A única coisa que sabemos é que a origem de todos os humanos está na África", concluiu.

A
íntegra da história está no site da revista Pesquisa Fapesp.

(Alexandre Mansur)

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22/05/2008
Cobaias humanas no Acre

Seis ex-agentes de saúde denunciaram nesta semana que foram usados como cobaias humanas para os testes de uma vacina contra a malária. Eles foram contratados pelo governo do Acre. A princípio, seus cargos eram de agentes de saúde, com a função de auxiliar a população no combate à doença. Mas, segundo denúncias, o trabalho desses funcionários era outro.

Eles tinham de ficar na floresta várias horas por dia com o corpo exposto - alguns nus - em locais já reconhecidos como de grande incidência de malária. Recebiam, em média, mais de 300 picadas por dia. No final, o sangue era coletado e levado por outros agentes de saúde. Essa prática é usada para identificar qual tipo de mosquito existe na região. Quando começaram a ficar muito doentes, os agentes denunciaram o caso à Justiça. Depois disso, todos foram demitidos pelo governo do Acre.

Um defensor público já levou o caso para o Ministério Público Estadual. Os ex-agentes de saúde afirmam que se submeteram aos testes porque precisavam do dinheiro. Alguns já pegaram 12 malárias e não conseguem mais trabalhar por estarem muito debilitados pela doença.

Esse tipo de prática é irregular no Brasil desde 2005, quando casos semelhantes de pesquisas irregulares aconteceram no Amapá. A denúncia foi investigada pela Comissão de Direitos Humanos do Congresso Nacional, chefiada pelo senador Cristovam Buarque.

O uso irregular de cobaias humanas em pesquisas de uma vacina contra a malária acontece em outros lugares do mundo, como na China. Esses estudos fazem parte de uma corrida mundial pela descoberta da vacina contra a malária, que mata mais de 3 milhões de pessoas no mundo todos os anos. É uma das piores endemias mundiais. Ganha até dos números da aids. Existem hoje 550 milhões de pessoas infectadas com a malária.

O caso tem um lado cruelmente irônico. Hoje, são cada vez mais ruidosos os grupos de defensores dos diretos dos animais que tentam reduzir o uso de macacos, coelhos e cachorros em pesquisas científicas. Por causa das pressões desses militantes, os centros de estudos de saúde estão sendo obrigados a buscar alternativas para as cobaias animais. Porém, pelo que se vê dessas denúncias no Acre, talvez seja preciso pensar mais ainda em alternativas para as cobaias humanas.

(Juliana Arini)

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22/05/2008
Ela foi salva

Uma suçuarana de apenas 20 dias foi encontrada faminta próxima a uma rodovia em São Carlos, no interior paulista. Acredita-se que o felino tenha sido abandonado pela mãe. A fêmea – que tomou três mamadeiras de uma só vez - passa bem. Agora está sob os cuidados de um grupo de pesquisadores na cidade de Ribeirão Preto. Os biólogos investigam a causa do abandono. Em menos de um ano, este já é o terceiro filhote encontrado sem os pais. Um deles morreu atropelado.

(Luciana Vicária)

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21/05/2008
Qual ministro desmatou mais

A ex-ministra Marina Silva saiu com o crédito de ter reduzido os índices de desmatamento na Amazônia. Isso é citado à exaustão como evidência do sucesso da política ambiental do país. Há vários analistas que associam a queda no desmatamento à falta de interesse dos fazendeiros em aumentar a área plantada, por causa da baixa no preço dos produtos agrícolas nos últimos anos.

Mas existem outras formas de se avaliar o desempenho de um ministro de meio ambiente. Algumas contas simples revelam qual foi a taxa média anual de desmatamento de cada gestão. Fizemos esse cálculo para os últimos dez ministros, desde 1990. Na lista dos que tiveram os maiores índices de desmatamento, Marina Silva ficou em terceiro lugar. Afinal, nos primeiros anos de seu mandato, a devastação esteve em altos patamares.

Aí vai a lista, com a média anual de desmatamento em quilômetros quadrados:

1
José Carlos Carvalho
Gestão: março de 2002 a dezembro de 2002
Desmatamento: 23.931

2
Henrique B. Cavalcanti
Gestão: abril de 1994 a dezembro de 1994
Desmatamento: 21.977

3
Marina Silva
Gestão: janeiro de 2003 a maio de2008
Desmatamento: 21.010

4
José Sarney Filho
Gestão: janeiro de 1999 a março de 2002
Desmatamento: 18.884

5
Gustavo Krause
Gestão: janeiro de 1995 a dezembro de 1998
Desmatamento: 17.732

6
Rubens Ricupero
Gestão: dezembro de 1993 a abril de 1994
Desmatamento: 14.896

7
Flávio M. Perri
Gestão: julho de 1992 a setembro de 1992
Desmatamento: 14.341

8
José Goldemberg
Gestão: março de1992 a julho de 1992
Desmatamento: 13.789

9
José Antônio Lutzemberger
Gestão: de março de 1990 a março de1992
Desmatamento: 12.470

10
Fernando C. Jorge
Gestão: outubro de 1992 a dezembro de 1993
Desmatamento: 14.896

(Alexandre Mansur)

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20/05/2008
Onde nós compramos madeira ilegal da Amazônia

O Ibama concluiu hoje a primeira fase de uma operação para verificar a legalidade da madeira usada pela indústria de móveis, no município de Embu, na Grande São Paulo. A oparação vai continuar pela capital e no interior do estado.

Das 26 empresas visitadas, 22 foram interditadas por falta de licenciamento ambiental. Também foram apreendidos 173 metros cúbicos de diversas madeiras nativas (o equivalente a 8 carretas) e um caminhão que descarregava madeira sem origem legal numa das empresas fiscalizadas. No total foram lavradas 44 autuações, que somaram R$ 162 mil. Os autuados provavelmente vão recorrer e dificilmente pagarão o total das multas, como ocorre em geral com as penalizações ambientais.

Mas a iniciativa é um marco. Uma operação dessas era necessária desde 1999, quando o instituto Imazon revelou que São Paulo é o maior consumidor mundial de madeira tropical e o maior comprador das árvores derrubadas ilegalmente na Amazônia. Desde então, algumas empresas de marca se preocuparam em usar madeira certificada, para evitar problemas e ganhar no marketing. Faltava uma ação para coibir o livre comércio de quem ignora a legislação.

Agora, o próximo passo bem que poderia ser uma operação para fiscalizar a origem da madeira usada na construção civil. A maior parte da madeira extraída de forma predatória na Amazônia vira tapumes e reforço de estruturas para construção de casas e prédios em São Paulo.

(Alexandre Mansur)

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19/05/2008
Minc defende o plano de desmatamento zero



O novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, já começa a mostrar o rosto de sua administração. Ele apresentou a proposta elaborada por um grupo de nove ONGs para zerar o desmatamento da Amazônia em reunião hoje a noite com o presidente Lula e a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef. O projeto foi
mostrado por Época no ano passado. Prevê medidas como regularização fundiária, eficiência na fiscalização e incentivo para atividades sustentáveis. Mais detalhes no site do Greenpeace.

Minc, que toma posse do cargo no próximo dia 27, terça-feira, também conseguiu apoio para a criação de uma Guarda Nacional Ambiental, composta por civis e militares, para proteger a Amazônia e aumento da dotação orçamentária do seu ministério. Uma vitória importante, por enquanto, foi a manutenção da resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) que vetará a partir de julho liberação de crédito oficial para quem estiver envolvido com crimes ambientais. Leia matéria de Época que mostrou a resolução. Agora, a resolução vem sendo atacada pela bancada ruralista e governadores como Blairo Maggi, que pedem ao presidente Lula que interceda contra a medida.

Em compensação, Minc negociou a descentralização das licenças ambientais para os Estados. Isso ainda é um ponto duvidoso. Não está claro se os Estados têm capacidade para avaliar com independência alguns projetos sujeitos a forte pressão política. Mas talvez seja cedo demais para criticar. Vamos dar um voto de confiança.

(Alexandre Mansur)

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19/05/2008


O aquecimento global é só vapor?

O engenheiro nuclear Franklin Palheiros, leitor e colaborador deste blog, postou um comentário bem provocante. Cita o vídeo acima, que questiona a validade de controlarmos as emissões de carbono para reduzir o aquecimento da Terra.

Diz Franklin:
“O vapor de água compõe cerca de 95% de todos os gases com efeito de estufa e tem o impacto mais forte na temperatura do planeta. As partículas de água na forma de nuvens refletem o calor do sol, por exemplo. A concentração total de dióxido de carbono na atmosfera terrestre é de apenas 0,054% - uma porção minúscula.
“Além disso, as atividades humanas contribuem para menos de 1% desse total de gás carbônico. Os vulcões produzem significativamente mais gás carbônico que o homem, enquanto que as plantas e os animais produzem 150 gigatoneladas de gás carbônico todos os anos. As folhas que apodrecem produzem ainda mais de gás carbônico e os oceanos emitem de longe a maior parte do gás carbônico. As atividades humanas produzem umas meras 6,5 gigatoneladas todos os anos. As emissões humanas, desse modo não podem causar o aquecimento global.”

Valorizo muito o espírito cético que alimenta a investigação científica e a curiosidade. Por isso, postei aqui o comentário, com os vídeos sobre o tema. Mas será os principais pesquisadores do mundo, reunidos pela ONU no painel de mudanças climática (o IPCC), foram bem claros em dizer que a Terra está esquentando mais do que o natural e nosso período pós-glacial. E que isso é responsabilidade humana. E que há relação entre o aquecimento e nossas crescentes emissões de gás carbônico. E que a atmosfera hoje tem a maior concentração de gás carbônico dos últimos milhões de anos, descontando todos os vulcões e folhas podres por aí. Será que esses cientistas todos estavam errados?

(Alexandre Mansur)


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17/05/2008
“Amigos, amigos. Meio ambiente à parte”



Uma das mais influentes vozes críticas à política ambiental do governo é a de Paulo Adário, diretor da campanha Amazônia da ONG Greenpeace. Ironicamente, Adário é amigo de Minc desde a juventude. Adário diz que tentou ligar para o celular de Minc e pedir que rejeitasse o ministério. Mas, quando falou com Minc, em Paris, o amigo já tinha aceitado. “Eu disse a ele parabéns e meus pêsames”, afirma Adário. Os dois desenvolveram juntos a militância ambiental no Rio, nas décadas de 80 e 90. Agora, talvez fiquem em campos opostos. “Amigos, amigos. Meio ambiente à parte”, diz Adário.

No ministério, Minc vai enfrentar três grandes desafios imediatos. O primeiro é preencher o vácuo deixado por Marina Silva. A ministra deixou o ministério maior do que entrou. As ONGs, os governos e a imprensa internacional reagiram mal a sua saída. “Minc terá que mostrar envergadura política e compensar sua falta de experiência e de articulações fora do Rio”, diz Maria Tereza Pádua, ex-presidente do Ibama.

Para complicar, em seus 100 primeiros dias de gestão, Minc terá que aplacar o maior incêndio da década. O período de maio a junho, de seca na Amazônia, é o auge das queimadas e desmatamento. Agora, depois de três anos de folga no desmatamento por causa dos preços deprimidos de produtos agrícolas, os pecuaristas e sojicultures devem voltar a expandir sua área plantada. As primeiras análises de satélite indicam que teremos novos recordes de devastação ilegal nos índices que o Inpe divulga em outubro. A taxa de desmatamento é decisiva para avaliar o desempenho do ministro. Um dos maiores problemas globais hoje são as mudanças climáticas. O Brasil é o quarto pais mais responsável pelo aquecimento do planeta, justamente por causa do desmatamento. “Isso vai explodir no colo do Minc”, diz Adário.

(Alexandre Mansur)

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16/05/2008
O príncipe Charles quer intermediar a Amazônia

Passou quase despercebida a reunião organizada pelo príncipe Charles, herdeiro do trono britânico, que foi realizada em Londres nos dias 29 e 30 de abril, reunindo autoridades e parlamentares de estados da região amazônica com representantes de instituições financeiras e das indefectíveis ONGs. É o que conta Nilder Costa, do
Alerta em Rede.

O encontro, realizado na residência do Príncipe (Clearence House). Estiveram presentes os governadores Ana Júlia Carepa, do Pará; Waldez Góes, do Amapá; e José de Anchieta Júnior, de Roraima. O Acre e o Amazonas foram representados pelos senadores Tião Viana (PT) e Arthur Virgílio (PSDB), respectivamente. Dentre os outros participantes, destacavam-se executivos de grandes empresas como Rio Tinto, Shell, Deutsche Bank, Goldmann Sachs, Morgan Stanley e MacDonald's. Também estavam lá dirigentes do WWF, Greenpeace, Friends of the Earth (Amigos da Terra) e líderes indígenas como Almir Suruí, da COIAB.

"Segundo deu a entender um dos organizadores do encontro, o empresário brasileiro Jorge Pinheiro Machado, o príncipe Charles quer se transformar numa espécie de interlocutor privilegiado entre as personalidades brasileiras envolvidas nas questões amazônicas e as lideranças britânicas interessadas na proteção da floresta amazônica", diz Nilder Costa. "O objetivo seria promover uma espécie de valorização das florestas nativas via remuneração dos serviços ambientais que elas prestam à humanidade. A linha de ação do esquema prevê a melhoria da qualidade de vida dos povos da floresta – leia-se índios - para que se transformem em guardiões das florestas."

(Alexandre Mansur)

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15/05/2008
O desafio de Carlos Minc

O principal desafio do novo ministro Carlos Minc é convencer o governo federal e as forças econômicas em jogo que o meio ambiente não limita o desenvolvimento. Essa é a análise do sociólogo Sérgio Abranches. “Por causa das circunstâncias em que se deu a saída da ministra, há temor e descrédito com relação à real disposição do presidente Lula de contrariar os impulsos “desenvolvimentistas” do governo de modo a equilibrá-los com as condicionantes ambientais”, diz Abranches em
sua coluna no Eco. “A visão nesses setores é que venceram e que o ministério de agora em diante estará subordinado a seus interesses.”

Segundo Abranches, há uma dificuldade ideológica insolúvel no curto prazo. “Os grupos econômicos - e muitos ambientalistas - ainda vêem a questão ambiental como uma questão de limites”, diz. Segundo ele, é uma falsa questão. “A Amazônia está ameaçada por um assédio ilegal à floresta, não pela necessidade de expansão da fronteira agrícola. Temos terra para produzir, para criar rebanhos e para bioenergia, sem precisarmos avançar sobre a Amazônia ou o Cerrado.” Mas a terra disponível para a agropecuária se expandir sem desmatar tem preço e exige investimento. “O que os grupos de interesse que se opõem dentro e fora do governo à política ambiental não querem é condicionamentos.” Por outro lado, segundo Abranches, “a diferença entre limites e condicionantes permite flexibilidade à política ambiental, que muitos ambientalistas rejeitam”.

(Alexandre Mansur)

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15/05/2008


“Quem desmata, mata”

No dia 20 de novembro de 1988, um mês antes de ser assassinado, o seringueiro Chico Mendes participou, no Rio de Janeiro, da manifestação "Salve a Amazônia", organizada pelo Partido Verde. A passeata, em Ipanema, reuniu umas 40 pessoas. Puxando a manifestação, entre outros, estava Carlos Minc, novo ministro do Meio Ambiente. Fernando Gabeira, hoje deputado, também participou da passeata. “Naquele ano, Chico Mendes costumava usar uma camiseta do PV, que ganhou da atriz Lucélia Santos, com a palavra Legalize, em defesa do uso da maconha”, conta
Altino Machado, que desenterrou o vídeo.

Carlos Minc aparece usando um short de praia, batendo palma e puxando palavra-de-ordem em defesa da Amazônia: “Quem desmata, mata. Salve a Amazônia!” Qual será o discurso do novo ministro diante dos planos que o governo alimenta para liberar grandes obras na região? O que ele fará para conter a escalada do ritmo de desmatamento, que deve voltar a bater recordes?

(Alexandre Mansur)

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15/05/2008
Carlos Minc e a agilidade para carimbar licenças ambientais

A rapidez para desembaraçar o processo de aprovação ambiental de grandes e polêmicos projetos é uma das marcas de gestão do novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. Militante histórico da esquerda, o professor de geografia foi até aqui secretário de Meio Ambiente do governo Sérgio Cabral, no Rio de Janeiro. "Durante sua passagem de pouco mais de um ano pelo cargo, ele enfrentou fortes incêndios nas florestas do estado, o que levou sua gestão a criar uma guarda florestal bem equipada", contam Aldem Bourscheit e Felipe Lobo, da agência de notícias verde
O Eco. "Outra realização de Minc, bem ao contrário do que fez sua antecessora Marina Silva no ministério, foi a unificação dos órgãos ambientais cariocas, que deu origem ao Inea (Instituto Estadual do Ambiente)".

Muitos acreditam que o novo órgão foi feito sob medida para atender aos desejos de empreendedores do Rio de acelerarem a emissão de licenças ambientais. Vale lembrar que Minc vinha recebendo elogios constantes de Lula durante o lançamento de obras do PAC no Rio de Janeiro, por sua agilidade no licenciamento de uma série de empreendimentos. A experiência de Minc no Rio de Janeiro revela um ágil carimbador de licenças, muito elogiado por parcelas do movimento ambiental. Inclusive em seu partido, o PT.

O valor dessas habilidades de Minc será testado agora diante dos grandes interesses em jogo no Programa de Aceleração de Crescimento, que prevê obras de impacto decisivo na Amazônia. São projetos como hidrelétricas, rodovias e linhas de transmissão elétrica. Feitos com cuidado e diálogo, podem estimular atividades sustentáveis e aumentar a presença das forças do Estado, hoje ausentes em grande parte da Amazônia. Mal conduzidos, têm potencial para repetir em larga escala os desastres como a Transamazônica e a hidrelétrica de Balbina. Acelerarão o desmatamento, destruirão uma floresta que poderia produzir madeira para sempre, estimularão o roubo de terra pública e a multiplicação de pobreza e violência na região. Esse é o cenário - ou campo de batalha - que espera o ministro Minc.

(Alexandre Mansur)

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14/05/2008
Chega de entraves ambientais

Parece que o Planalto busca alguém mais maleável para o lugar da ministra Marina Silva. Os nomes que estão em jogo indicam uma tendência para escolher alguém que não vai criar muito obstáculo para obras do PAC e outras empreitadas.

Basta ver o currículo recente do secretário de Meio Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, o primeiro convidado por Lula para o ministério. Assim que assumiu no Rio, ele liberou 111 outorgas de uso de água para projetos, como uma fábrica de garrafas da Ambev ou a instalação de pequenas cimenteiras. Foram mais aprovações em 17 dias do que nos últimos dez anos. Minc também aprovou o licenciamento ambiental, em 12 dias, para o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, a Petrobras. Embora ninguém ainda explique de onde vai sair a água que abastecerá o maior complexo de refino do país.

Minc aparentemente recusou o convite. Agora, o nome mais cotado é o do ex-governador do Acre, Jorge Viana. Pode ser que ele confirme ou não. Mas a lista de indicados do Planalto já significa muito. Será que os cuidados ambientais são apenas entraves ao crescimento? Ou vamos repetir os velhos erros da ocupação com mão de ferro na Amazônia da década de 70?

(Alexandre Mansur)

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13/05/2008
Por que Marina Silva deixou o ministério do Meio Ambiente

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, entregou nesta terça-feira (13) o seu pedido de demissão. Funcionários do Ministério do Meio Ambiente ainda não sabem as razões da saída de Marina. O foco do desentendimento parece ser a presença do ministro extraordinário para Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, como coordenador do Conselho Gestor do Plano Amazônia Sustentável (PAS). Unger ficou famoso por ter proposto uma transposição de rios da Amazônia para o Nordeste. No PAS, Unger teria poder de propor medidas para a Amazônia, independentemente das opiniões do ministério do Meio Ambiente.

Diante da entrada de Unger, Marina teria desistido de tentar implementar um programa para a Amazônia. “Ela já fez muito pela floresta”, afirmou um funcionário do gabinete da ministra que preferiu não se identificar. “Conseguiu controlar o desmatamento por três anos e implantou um bom programa de terras protegidas. Mas o governo parece querer seguir outra direção para a Amazônia.”

A demissão de Marina foi uma surpresa até para quem pedia a sua saída. Um movimento de organizações não governamentais já havia lançado, há dois anos, a campanha: “Sai daí, Marina”, solicitando que ela entregasse a pasta. As razões do pedido eram o Programa de Aceleramento do Crescimento (PAC), que prevê a construção de grandes obras na Amazônia, algumas com grandes impactos ambientais, como a usina hidrelétrica do Rio Madeira, em Rondônia. O PAC era motivo de conflitos constantes entre o Ministério do Meio ambiente e a Casa Civil.

Havia uma rivalidade formalizada entre Marina e a ministra Dilma Roussef. Quando foi divulgado o retorno do crescimento do desmatamento na Amazônia, em dezembro de 2007, Marina também se desentendeu com o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes. Ela acusou o setor agrícola de ser responsável pela volta das derrubadas na Amazônia.

No início do ano, Marina Silva foi homenageada pelo jornal inglês The Guardian como uma das 50 personalidades que podem salvar o mundo. Agora, longe do ministério, seus poderes podem ter acabado. Nos próximos meses, o Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe) deve divulgar os números exatos do desmatamento anual da Amazônia. Tudo leva a crer que teremos novas surpresas negativas sobre as derrubadas na região. Até lá, o presidente Lula vai ter de resolver um segundo problema: escolher quem fica no lugar de Marina. A pergunta é simples: Lula vai tentar manter o secretário-executivo, João Paulo Capobianco, na pasta ou vai mudar a equipe do ministério por completo?

(Juliana Arini)

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13/05/2008
Salvem os dinossauros



Ainda dá tempo de salvar os grandes répteis da extinção. Pelo menos no seu computador. O americano Richard Grillotti inventou um jogo online, o
Dino Run. O objetivo é evitar que os dinossauros desapareçam da face da Terra. Bem educativo. Os dinossauros sobreviveram por centenas de milhões de anos. Resistiram a mudanças climáticas, eras glaciais, pragas e até separação dos continentes. Têm muito a ensinar a nós humanos, que estamos por aqui há apenas 200 mil aninhos.

(Alexandre Mansur)

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10/05/2008
Sacola mais forte contra os inimigos do plástico

As sacolas de supermercado viraram alvo de campanhas contra os plásticos. Agora, representantes da indústria do plástico estão empenhados em mostrar que o problema não é exatamente a sacolinha mas o mau uso dela. Segundo eles, a ação deveria ser mais focada para evitar os desperdícios. A Plastivida, fundação que promove o uso menos impactante do produto, fez uma pesquisa para identificar o que se faz com as sacolas dos supermercados.

Eles pesquisaram em 12 supermercados de redes diferentes. Descobriram que, na hora de embalar, 13% dos clientes usa dois sacos juntos, para reforçar. E 61% dos consumidores só enche o saco até a metade de sua capacidade. O motivo não é nenhum segredo. Todo mundo sabe que as sacolas arrebetam com qualquer peso.

Mas não deveria ser assim. Segundo a norma técnica de sacolas de supermercado, elas devem agüentar até 6 quilos de compras. Só que, para baratear os custos, os fabricantes burlam a norma e oferecem ao supermercadista uma sacola que não suporta mais do que 2 quilos. Eles usam um plástico com metade da espessura indicada.

Para mudar isso, a Plastivida está conversando com os fabricantes de sacolas e supermercadistas. “Se eles fornecerem sacolas dentro da norma, poderia haver uma redução de até 30% no consumo delas”, diz Francisco de Assis Esmeraldo, presidente da Pastivida. A entidade também está negociando que a norma técnica determine que a capacidade da sacola seja impressa em letras grandes. Fizeram até um modelo demostrativo (na foto acima). “Isso aumentaria a consciência do consumidor e o levaria a colocar mais peso em cada sacola”.

(Alexandre Mansur)

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09/05/2008
Você beberia cerveja em garrafa de plástico?

Boa parte dos apreciadores da bebida torceria o nariz diante da idéia. Mas alguns fabricantes começaram a se preparar para engarrafar algumas marcas mais populares em garrafas PET. A movimentação provocou uma reação de entidades ambientais. Hoje, o PET descartado de forma inadequada polui o solo, os rios, as praias e os mares.

No dia 28 de abril, o juiz federal Luiz Antonio Ribeiro Marins, da 2ª Vara Federal de Marília, determinou em sentença que o uso de embalagem PET, ou qualquer outro material plástico, para cerveja e chope está condicionado a apresentação de licenciamento ambiental e adoção de medidas eficazes para evitar danos ambientais. Segundo a decisão, para obter registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, os interessados deverão apresentar um estudo de impacto ambiental (EIA/RIMA) aprovado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A ação foi proposta pelo Ministério Público Federal em 2002.

A decisão pode ter implicações bem maiores. Já inspirou idéias entre grupos de ambientalistas e de representantes da indústria de embalagens de metal, que competem com a PET. Afinal, se a Justiça determinou que é preciso licenciamento para engarrafar cerveja em PET, por que não deveria exigir o mesmo para os outros produtos como refrigerantes, água mineral e óleos de cozinha?

(Alexandre Mansur)

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08/05/2008
A imagem mais verde


A ONG
Climate Counts acaba de listar as melhores empresas para o meio ambiente. E as piores também. A organização dá notas de 0 a 100 usando 22 critérios que avaliam se a empresa mede suas emissões de carbono, se apóia leis contra as mudanças climáticas ou se divulga suas ações para reduzir seu impacto ambiental.

A campeã foi a fabricante de câmeras Canon. Em parte por ações miúdas como a competição educativa Canon Envirothon, nos EUA (foto ao lado).

As empresas campeãs:
1. Canon
2. General Electric
3. Hewlett-Packard
4. IBM
5. Motorola
6. Nike
7. Proctor & Gamble
8. Sony
9. Stonyfield Farm
10. Toshiba

E as piores:

1. Amazon
2. Burger Kirg
3. Darden
4. eBay
5. Jones Apparel Group
6. Nine West
7. VF Corporation (dona de marcas como Lee e Wrangler)
8. Viacom
9. Wendy´s
10. Yum! Brands (KFC, Taco Bell e Pizza Hut)

(Alexandre Mansur)

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07/05/2008
Por um sabonete sustentável



A campanha internacional promovida pelo Greenpeace para chamar atenção pelo desmatamento na Indonésia parece ter dado certo. A devastação é provocada principalmente para a plantação de palmeiras, que fornecem óleo de palma. A Unilever, que tem a marca Dove, e foi o principal alvo da campanha, afirmou que a empresa está comprometida com a conservação. Segundo o Greenpeace, a Unilever usaria óleo de palma de fornecedores ligados à cadeia de devastação.

Em um discurso feito no dia 2 de maio, em Londres, o presidente da Unilever, Patrick Cescau, apoiou a demanda do Greenpeace pela suspensão do desmatamento na Indonésia. Ele disse que toda a produção de oleo de palma para a Unilever sera sustentável até 2015.

O Greenpeace
comemorou a atitude. Mas afirmou que outros grandes consumidores de oleo de palma da região, como a Nestlé, a Kraft e a Procter & Gamble, precisa se juntar aos esforços da Unilever. Será que essas empresas serão alvo de futuras campanhas?

(Alexandre Mansur)

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06/05/2008

Um lixão no quintal dos cariocas

A construção de um único aterro sanitário no Rio de Janeiro conta com mais de 50 ações na Justiça para que não seja implantado. Mesmo assim, os trâmites para seu licenciamento ambiental estão em andamento, como conta a reportagem do site
Ambiente Brasil.

O aterro deverá ser construído em Paciência, zona oeste da cidade, para receber cerca de 9 mil toneladas de lixo doméstico por dia, apenas do Rio de Janeiro.

Para os opositores da construção, a localização é um grande problema. O terreno escolhido está a menos de um quilometro da população local, o que é proibido por lei. Ele também está próximo ao aeroporto de Jacarepaguá, o que o insere na Área de Segurança Aeroportuária. Nessa área, atividades que atraiam pássaros, como os aterros, são proibidas. Um dos argumentos da ONG Ecomarapendi contra a construção é que os urubus são as principais aves envolvidas em acidentes aéreos.

(Thaís Ferreira)

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05/05/2008
Expedição aos mananciais de São Paulo

O Instituto Socioambiental está organizando
uma expedição para conhecer e registrar as áreas de mananciais de São Paulo. Iatã Cannabrava, coordenador da expedição, mandou um texto convidando os leitores do Blog do Planeta:

"Queremos convidar a todos os leitores do Blogdoplaneta a participar da Expedição Fotográfica De Olho nos Mananciais, marcada para o dia 1º de junho de 2008, em São Paulo. Qualquer pessoa, com qualquer câmera fotográfica, pode participar! Profissionais, amadores, com câmeras de diversos formatos, celulares, etc. Todos os participantes terão seus trabalhos apresentados em um livro e em uma grande exposição agendada para 2009."

"Os grupos espontâneos (40 até o momento) vêm sendo criados diariamente. Crie o seu também com amigos, colegas de escola, faculdade ou trabalho. Escolha um roteiro e participe! Ajude a fortalecer a campanha pela preservação das fontes de água de São Paulo. Uma foto pode mudar muita coisa!"

"A expedição é um projeto do Instituto Socioambiental (ISA), em parceria com o SESC-SP e Estúdio Madalena e é uma ação da Campanha De Olho nos Mananciais, do ISA, que tem como objetivos esclarecer os moradores de São Paulo sobre a situação dos mananciais da cidade e mobilizar a população para o uso racional da água. A campanha pretende mostrar que a ameaça de escassez de água nas grandes cidades tem relação direta com a poluição dos mananciais e com o desperdício de água."

(Alexandre Mansur)

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03/05/2008
Eles concentraram a energia solar



A empresa americana
SUNRGI anunciou uma inovação que promete tornar mais competitivas as células solares, que transformam luz do sol em energia elétrica. Segundo a empresa, o novo sistema pode deixar o preço da energia solar tão baixo quando o da eletricidade gerada por termelétricas a carvão.

O segredo do novo sistema, batizado de XCPV (Xtreme Concentrated Photovoltaics), ou fotovoltaicas extremamente concentradas, é fazer a luz do sol se concentrar em um ponto, e gerar mais calor, com mais eficiência. Para isso, a empresa desenvolveu um conjunto de lentes que concentram a luz do sol. O princípio é o mesmo daquela lupa que você usava para concentrar a luz do sol em um ponto e queimar papel ou carbonizar formigas incautas. O vídeo abaixo explica tudo. Segundo a SUNRGI, o sistema pode concentrar o equivalente a 1.600 vezes a energia que vem do sol em células solares eficientes.

"Esperamos que o sistema XCPV esteja disponível para aparelhos de uso doméstico e industrial em 12 a 15 meses", diz Robert Block, co-fundador e diretor da SUNRGI.

(Alexandre Mansur)

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02/05/2008
Amarelo da cor do mar

Essa foto foi tirada em Camaçari, litoral da Bahia. No
Portal do Meio Ambiente há mais imagens do local. Jaelson Castro, autor do texto que está no site, acredita que a macha seja causada pelo enxofre emitido pela Cristal Global, empresa saudita que atua na área química e petroquímica. Segundo reportagem do jornal Bahia Norte, há 40 anos a praia do Arempebe abriga indústrias que liberam substancias químicas no oceano.

(Thaís Ferreira)

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Alexandre Mansur
Editor de Ciência & Tecnologia da revista Época. Cobre meio ambiente há 16 anos. Já ganhou alguns prêmios, como o Reuters-IUCN Media Award. Diz que está preocupado com o aquecimento global, mas só quer salvar a praia de Ipanema.
 

Luciana Vicária

A repórter da ÉPOCA já enfrentou lacraias venenosas na Amazônia. Adora animais, mas já matou um peixe beta (ela jura que foi sem querer!). Há um ano, usa caixas de papelão no lugar das sacolas de plástico no supermercado.
 
Juliana Arini
A mato-grossense Juliana Arini cobre meio ambiente há 12 anos. Já trabalhou para ONGs, como o WWF, e produziu reportagens para a National Geographic. Tenta convencer os paulistas a parar de comer hambúrguer para salvar a Amazônia.
 
Marcela Buscato
Repórter da revista ÉPOCA. Não pisa em nenhum terreno off-road sem seu salto agulha. Tem medo do aquecimento global, mas não gosta dos ecochatos.
 
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Para saber mais
O Eco
Imazon
Instituto Socioambiental
SOS Mata Atlantica
Fundação Boticário
Greenpeace
SPVS
WWF
Instituto Rã-Bugio
Conservação Internacional
Ipam
Viajologia

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