07/06/2008

A cooperativa dos blogs verdes

A Fundação Ecoblogs, da Mapfre Seguros, lançou o site da
Rede Ecoblogs, que reúne cinco blogs de meio ambiente. Todo o conteúdo dos blogueiros Denise Rangel, Jorge Cordeiro, Lucia Freitas e Rodrigo Barba pode se acessado através do site, que pretende ser uma espécie de biblioteca online desses blogs.

Segundo a rede, foram escolhidos cinco participantes que “estão mudando pequenos hábitos, velhas rotinas, buscando e compartilhando conhecimento sobre meio ambiente e sustentabilidade. Ao mesmo tempo em que conduzem e relatam uma vida normal – de trabalho, preocupações e diversão em seus blogs”.

(Thaís Ferreira)

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09/06/2008
Os rios mais poluídos do Brasil

Você sabe quais são os rios mais poluídos do país? Um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que o Tietê, em São Paulo, mantém-se na primeira posição, firme e forte, há mais de duas décadas. É seguido pelo Iguaçu, em Curitiba, e pelo Rio das Velhas, em Minas Gerais. Não faltam projetos para revitalizá-los, mas, por enquanto, atitude política.

(Luciana Vicária)

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09/06/2008
Tem comida podre embaixo da pia

A empresa americana
Nature Mill está lançando uma máquina de compostagem portátil.

Compostagem é quando você pega o seu lixo orgânico (cascas de frutas, restos de comida e até papel) e enche um tanque ou cilindro no fundo do quintal. Com o tempo, alguns microorganismos e outros organismos nem tão micro assim (melhor nem pensar neles) processam aquele material e transformam tudo no melhor adubo do mundo. Os adeptos de uma boa jardinagem não trocam esse adubo por nada. E é uma boa maneira de o cidadão consciente reduzir a carga de lixo nos aterros públicos.

Apesar dos benefícios, até agora a compostagem era opção apenas para quem tinha um jardim. Com o novo aparelho da Nature Mill, você pode levar essa vida bucólica até em seu apartamento.

A máquina aceita até 55 quilos de restos de comida por mês. Segundo a empresa, a energia da máquina destrói os odores e as possíveis fontes de contaminação biológica. Uma ventoinha ventila o interior do aparelho, para que a matéria orgânica em processamento não gere aromas incômodos em casa. O aparelho também não juntaria vermes, minhocas ou moscas, um trio que costuma freqüentar as composteiras tradicionais, ao ar livre.

O problema é que o aparelho gasta energia elétrica equivalente a uma lâmpada de 5W. Perdoem meu ceticismo. Será que vale a pena?

(Alexandre Mansur)

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10/06/2008
Vamos deixar o terno em casa

Hoje as empresas se apressam a dizer que são sustentáveis e que têm programas para reduzir seu impacto ambiental. Montam campanhas para diminuir o consumo de eletricidade, reciclar materiais e envolver os funcionários e clientes. Mas poucas levaram adiante uma medida simples – e barata - que reduziria a pegada ecológica dos funcionários: abolir o terno e gravata.

Já existe precedente. Quando eu fui na Conferência do Clima, a COP, em Bali, em dezembro passado, fazia um calor amazônico. Para reduzir a carga dos aparelhos de ar condicionado, os organizadores do evento decidiram dispensar todos os participantes – envolvendo cientistas, diplomatas, empresários, políticos e jornalistas de centenas de países – do terno e gravata.

Em nossa vida urbana, o traje informal tem alguns benefícios ambientais. Primeiro, ele reduz a necessidade de ar condicionado, o que diminiu o consumo de eletricidade no escritório. Se o funcionário vai em trajes menos fechados, também não precisa do ar ligado dentro do automóvel. Aliás, com roupas leves e calçados mais esportivos, mais funcionários vão preferir fazer alguns deslocamentos a pé ou de transporte público, dependendo da situação.

O terno executivo deveria ganhar a mesma imagem negativa – exagerada ou não – do que os carros utilitários esportivos (S.U.V.s), que bebem combustível e entopem as grandes cidades.

(Alexandre Mansur)

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10/06/2008
Será que vão liberar o desmatamento na Amazônia?

A política do governo federal de combate ao desmatamento pode acabar amanhã. As medidas surgiram após um decreto presidencial de dezembro. A nova regra estabeleceu um embargo a 36 municípios campeões de desmatamento. Nessas regiões, os créditos agrícolas e as autorizações ao desmatamento foram proibidos. O decreto veio como uma resposta às acusações de que o reaquecimento do agronegócio foi o responsável pelo retorno do desmatamento. Com a alta nos preços da carne e da soja, derrubar florestas teria voltado a ser um bom negócio. Cerca de 80% do desmatamento na Amazônia é para abertura de pastagens.

Nesta quarta-feira (11), o Senado vota o que pode ser a primeira resposta do setor agropecuário. Se for aprovado, o projeto de lei da senadora Kátia Abreu (DEM-TO) pode acabar com tudo o que foi estabelecido no decreto presidencial de 2007, que visava a controlar o desmatamento. A medida também retira poderes do executivo em relação ao monitoramento e ao controle do desmatamento.

Na semana passada, a revista inglesa The Economist publicou uma reportagem sobre o desmatamento na Amazônia. A revista voltou a reafirmar que o caos fundiário na região é uma das principais causas do desmatamento. Cerca de 20% da Amazônia são terras devolutas, onde os estados e a União não fizeram o controle fundiário e pertencem ao primeiro que chegar. Enquanto os gringos acertam sobre as causas do desmatamento, no Brasil, o governo e o setor produtivo voltam a velha disputa. Infelizmente, o único consenso é que estamos perdendo a floresta.

(Juliana Arini)

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11/06/2008
Como funciona a Amazônia



A WWF Brasil fez uma animação bem didática para explicar como funciona o desmatamento na Amazônia. Basicamente, a maior parte da madeira é retirada por empresas clandestinas que abastecem os mercados do Sudeste. O estado de São Paulo é o maior consumidor. Depois que a madeira de valor é retirada, fica ainda uma bela floresta em pé. Mas a mata é derrubada para abrir pastagens. Essa retirada da cobertura vegetal provoca a emissão de gás carbônico para a atmosfera. Graças ao desmatamento da Amazônia - e do cerrado -, o Brasil, que tem uma energia elétrica basicamente limpa (de hidrelétricas), fica em quarto lugar na lista geral dos maiores responsáveis pelas mudanças climáticas.

(Alexandre Mansur)

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12/06/2008
Quando o Ártico vai ficar sem gelo?



Essa é uma das grandes perguntas deste início do século. Parece que o momento vai chegar. E mais cedo do que se imaginava. No verão passado do hemisfério norte, o gelo flutuante do Ártico recuou mais do que se imaginava. A perspectiva para esse ano, segundo os cientistas, é de um derretimento igualmente dramático.

Uma parte cada vez mais expressiva dos glaciologistas – que estudam o comportamento do gelo – acredita que a situação lá chegou a um ponto em que o aquecimento é irreversível e se acelera sozinho. Isso aconteceria porque, na medida que a superfície de gelo diminui, mais água do mar fica exposta. E a água, mais escura do que o gelo, absorve mais calor do sol. Isso faz as águas esquentarem, acelerando o derretimento de mais gelo flutuante.

O derretimento do gelo do Ártico não vai afetar o nível dos mares porque ele já está flutuando. Mas ele tem impacto indireto. O derretimento da capa branca no norte acelera o aquecimento de todo o planeta. E também deixa expostas as geleiras de terra firme na Groenlândia. E essas sim podem se descolar do leito rochoso, escorregar para o mar, e levantar o nível dos oceanos.

(Alexandre Mansur)

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12/06/2008
Tudo para você pedir uma salada verde



O McDonalds de Chicago arrumou um jeito criativo de anunciar seu novo menu de saladas. Colocaram no alto de um poste um outdoor feito com alfaces reais. A idéia ganhou o Prêmio de Anúncios Inovadores. A equipe trabalhou com horticultores para que todos os pés de alface brotassem ao mesmo tempo e gerassem folhas vistosas na estrutura do outdoor. O jardim suspenso (na vertical) parece escapar da sanha dos pássaros porque eles não têm nenhum apoio para pousar.

(Alexandre Mansur)


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12/06/2008
O Pantanal que virou carvão

O governo anunciou R$ 500 milhões em multas para 60 siderúrgicas e 70 distribuidoras de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo envolvidas no uso e comércio de carvão ilegal. A notícia está no Portal O Eco. Segundo contam os jornalistas
Aldem Bourscheit e Felipe Lobo, a madeira usada na produção do combustível vinha do Cerrado e do Pantanal. “São as maiores multas aplicadas nesses biomas. Não estamos olhando só para a Amazônia”, diz o ministro Carlos Minc, do Meio Ambiente.

Entre as empresas multadas, estão grandes fábricas como a Gerdau Aços Longos (MG), a MMX Metálicos Corumbá (MS), e as mineiras Alterosa e Ferguminas. A maior multa, de quase R$ 46 milhões, foi para a Siderúrgica Mat Prima (MG), por comprar mais de 90 mil metros cúbicos de carvão sem origem legal. O produto alimenta a produção do aço de exportação brasileiro.

Segundo o Eco, entre os truques usados por carvoeiros para tentar driblar a fiscalização, estão encher caminhões com mais carga do que o declarado, retirar o produto de áreas não-autorizadas, usar documentos de transporte mais de uma vez ou declarações falsas de importação de carvão paraguaio. “Só é paraguaio no papel. A turma da delinqüência tem a sua competência, mas a nossa é maior”, afirmou Minc.

(Alexandre Mansur)

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13/06/2008
Eles vão querer a nossa carne

No início desta semana, cerca de 100 mil consumidores da Coréia do Sul fizeram uma manifestação gigante contra a importação de carne vermelha dos Estados Unidos. Eles estão preocupados por causa da detecção de um caso de carne contaminada com mal da vaca louca.

A doença acontece quando o gado é alimentado com restos de outros animais. Era uma prática comum nas fazendas dos EUA e da Europa, que precisam aumentar a produtividade. Já no Brasil, como nossa pecuária extensiva, os bois se alimentam do pasto mesmo. Não há esse risco. Nós podemos vender os hambúrgueres que os coreanos desejam.

Essa é a vantagem competitiva dos bois criados soltos, inclusive na Amazônia. Nosso desafio agora, para fazer o rebanho crescer sem abrir pastagens em áreas florestais, é aumentar a produtividade de nossas fazendas de gado. E sem adotar técnicas perigosas. Afinal, eles farão outra marcha para defender sua saúde. Mas não acredito que juntariam muita gente em Seul para defender as nossas florstas.

(Alexandre Mansur)

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Alexandre Mansur
Editor de Ciência & Tecnologia da revista Época. Cobre meio ambiente há 16 anos. Já ganhou alguns prêmios, como o Reuters-IUCN Media Award. Diz que está preocupado com o aquecimento global, mas só quer salvar a praia de Ipanema.
 

Luciana Vicária

A repórter da ÉPOCA já enfrentou lacraias venenosas na Amazônia. Adora animais, mas já matou um peixe beta (ela jura que foi sem querer!). Há um ano, usa caixas de papelão no lugar das sacolas de plástico no supermercado.
 
Juliana Arini
A mato-grossense Juliana Arini cobre meio ambiente há 12 anos. Já trabalhou para ONGs, como o WWF, e produziu reportagens para a National Geographic. Tenta convencer os paulistas a parar de comer hambúrguer para salvar a Amazônia.
 
Marcela Buscato
Repórter da revista ÉPOCA. Não pisa em nenhum terreno off-road sem seu salto agulha. Tem medo do aquecimento global, mas não gosta dos ecochatos.
 
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