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05/06/2008
A campanha do carvão que não suja
A indústria do carvão nos Estados Unidos está tentando limpar a imagem do combustível fóssil, um dos principais responsáveis pelo aquecimento do planeta. Os detalhes da campanha são apresentados por Richard Conniff, no site Environment 360, o espaço ambiental da Universidade de Yale. Segundo Conniff, as empresas de carvão contrataram a empresa de marketing R&R para montar campanhas que mostrem que é possível queimar o carvão mineral para gerar energia elétrica, como índices mínimos de emissões poluentes. Inclusive com a possibilidade de capturar o gás carbônico que sairia pela atmosfera e injetá-lo em poços no fundo da terra. “É um grande desafio, mas nós assumimos o compromisso com a limpeza”, diz um dos anúncios bolados pela R&R para a TV americana.
A campanha é paga por uma ONG chamada Americanos a Favor de Escolhas Equilibradas de Energia. Entre os financiadores da ONG estão a BHP Billiton, a maior mineradora do mundo, a Peabody Energy, a maior mineradora de carvão dos EUA e a Duke Energy, uma das maiores empresas elétricas americanas. A campanha, batizada de “Carvão Limpo” tem um orçamento de US$ 35 milhões só para este ano. É praticamente o mesmo que gastou a indústria do tabaco há dez anos para tentar abafar o movimento contra o fumo em ambientes públicos e os processos por danos à saúde.
(Alexandre Mansur) |
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03/06/2008
Amazônia vai ganhar uma Torre Eiffel

Um grupo de institutos de pesquisa planeja construir uma estrutura do tamanho da Torre Eiffel (cerca de 300 metros) para fazer medições atmosféricas na Amazônia. Segundo o pesquisador responsável pelo projeto, J. Kesselmeier, do Instituto Max Planck de Química, em uma altitude como essa as condições são mais estáveis, o que permitirá avaliações do comportamento dos gases na atmosfera. O projeto está orçado em um milhão de euros.
Apesar das informações já obtidas sobre a influência da Amazônia no processo de aquecimento global, ainda pairam perguntas no ar, as quais precisam ser respondidas. Entre elas, falta uma ligação entre as trocas gasosas observadas por balões meteorológicos e o monitoramento via satélite. A torre, com equipamentos de meteorologia e transmissão de rádio, pode ajudar a resolver essas questões. Vai ser a segunda maior torre de medição meteorológica do planeta. A primeira se encontra na Sibéria.
A torre seria financiada em parte pelo governo alemão. O projeto é do Ministério Nacional de Educação e Ciência da Alemanha e do Instituto Max Planck de Química e de Bioengenharia. Do lado brasileiro, é apoiado por várias instituições como o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, a Universidade de São Paulo e a Universidade do Estado do Amazonas.
A Torre Eiffel tem 300 metros até o teto do último andar. E chega a 324 metros com as antenas. O local da torre na Amazônia ainda não está definido. Mas pode virar um cartão postal para o país, como dá para imaginar pela montagem de Marco Vergotti que ilustra este post.
Será que o projeto vai emperrar no relatório de impacto ambiental?
(Alexandre Mansur)
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02/06/2008
Cresce o desmatamento na Amazônia
Conforme se esperava, os novos números do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indicam uma retomada agressiva no desmatamento da Amazônia. É o que informa o portal O Eco:
“O Inpe acaba de soltar (em uma nota cuidadosa) os novos dados do desmatamento, referentes ao mês de abril. A nota técnica ressalta várias vezes que houve uma diferença muito grande entre abril e março na capacidade de observação do satélite Modis, que integra o sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter). Enquanto em março, a devastação registrada fora de 145 quilômetros quadrados, pois 78% da Amazônia estavam cobertos por nuvens, em abril o corte de vegetação se elevou para 1123 quilômetros quadrados, sob uma cobertura de nuvens de 53%. Embora o Inpe não fale em crescimento, é bom comparar com os meses de janeiro e fevereiro quando o Deter registrou 690 e 720 quilômetros quadrados”.
Conforme também se esperava, o Mato Grosso é o estado responsável pela maior parte da devastação recente. O Inpe estima que 77% do desmatamento tenha ocorrido no Mato Grosso.
(Alexandre Mansur) |
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