O ator americano Edward Norton gravou um vídeo para a National Geographic mostrando as conseqüências do excesso de plástico que despejamos na natureza. O plástico não se degrada praticamente nunca. Boa parte dele se acumula no oceano.
O conselho de Norton é que deixemos de usar sacolas plásticas no supermercado. Por outro lado, quase todo mundo usa essas sacolas para embalar o lixo em casa. Se não fossem elas, compraríamos mais sacos de lixo. Será que esse reúso da sacola de supermercado não redime seu consumo?
O Movimento Pró-Restinga está divulgando um vídeo contra a implantação de um resort turístico na Restinga de Maricá, na Região dos Lagos, no Estado do Rio de Janeiro. O pessoal também se posiciona contra outros empreendimentos imobiliários naquele local.
Chamado de Fazenda de São Bento da Lagoa, o resort projetado por empresas espanholas e portuguesas inclui, entre outras coisas, hotéis, casas, edifícios de apartamentos, parque aquático, campo de golfe, áreas comerciais e marina para mil barcos. Um catálogo que anuncia o projete diz que o resort vai “destacar as características ambientais da zona e melhorar as suas condições naturais”.
Mas os ambientalistas não estão convencidos. A professora do Departamento de Botânica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Miriam Pereira, disse ao portal O Eco que teme as obras na restinga. Ela classifica a construção do resort ali, justamente o único lugar onde há uma vegetação ainda bem preservada, como uma “temeridade”. “Eu não consigo entender: o homem quer viver ou veranear em um lugar fresco, visualmente agradável e com sombra, no entanto para conseguir isso destrói a vegetação que é o que propicia essas condições”, diz.
A indústria nuclear faz um esforço global para se vender como uma solução para o aquecimento global. Os reatores atômicos, que geram eletricidade sem emitir gás carbônico, seriam uma alternativa para as termelétricas a carvão, gás ou óleo. Mas até agora o investimento nas nucleares patina.
Segundo um levantamento recente feito pelo Instituto Worldwatch, a fonte de energia que menos cresceu no mundo foi a nuclear. A capacidade instalada das usinas nucleares no mundo cresceu menos de 2.000 megawatts em 2007. É um décimo da capacidade de novos campos de energia eólica (dos ventos) instalados pelo planeta. A energia nuclear cresceu apenas 0,5% em 2007. Já as eólicas cresceram 27%.
No fim de 2007, a informação corrente era que 34 novos reatores estavam em construção. Mas 12 deles estão em obras há mais de 20 anos. Os países que mais investem nos reatores são a China e a Índia. Cada um com seis novas usinas. Por outro lado, mais de 124 reatores foram desativados desde 1964. Além das incertezas sobre a segurança das usinas, o problema é o custo. As obras em andamento sofrem com atrasos e estouros de orçamentos.
Na foto acima, a implosão da torre de resfriamento de uma usina nuclear que foi desativada em Oregon, nos EUA.
Pela primeira vez, uma anta foi capturada e equipada com rádio colar no Pantanal. A captura aconteceu no dia 15 desse mês na Fazenda Nossa Senhora do Carmo. Faz parte de um programa de pesquisa e conservação da espécie na região.
O animal capturado é uma fêmea adulta batizada de Mireta. O rádio colar permitirá que Patrícia Médici, do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ), monitore o animal para conhecer seus hábitos e quais espaços freqüenta. Foram colhidas também amostras de material biológico do animal. Isso será usado para análises de genética.
Um inventor americano (além do japonês do post abaixo) também diz ter desenvolvido um carro movido a água. Em alguns momentos, ele cita que precisa de eletricidade para converter água em algo capaz de acionar um motor de carro. Mas isso não fica claro nesta reportagem do canal Fox americano. Será que é só mais uma ilusão?
Está gerando polêmica a notícia de que uma companhia japonesa desenvolveu um carro movido a água. Segundo o inventor, basta despejar um pouco de água no tanque do carro. Um aparelho faria eletrólise da água para extrair hidrogênio. Queimando esse hidrogênio, o carro rodaria pelas ruas. “Não é preciso nenhum outro elemento exterior para mover o carro”, diz o inventor.
É estranho porque todos os processos conhecidos para retirar hidrogênio da água requerem muita eletricidade. A empresa não esclarece esse ponto. Por enquanto, a busca por um aparelho que consiga fazer isso sem energia extra continua tão infrutífera quanto a procura do mítico moto contínuo, um aparelho que funcionaria eternamente, sem parar. Ou da pedra filosofal, que transformaria qualquer coisa em ouro.
Várias montadoras vêm desenvolvendo há décadas carros movidos a hidrogênio. Só que ninguém consegui explicar ainda como produzir esse hidrogênio de forma economicamente viável ou ecologicamente correta.
Editor de Ciência & Tecnologia da revista Época. Cobre meio ambiente há 16 anos. Já ganhou alguns prêmios, como o Reuters-IUCN Media Award. Diz que está preocupado com o aquecimento global, mas só quer salvar a praia de Ipanema.
Luciana Vicária
A repórter da ÉPOCA já enfrentou lacraias venenosas na Amazônia. Adora animais, mas já matou um peixe beta (ela jura que foi sem querer!). Há um ano, usa caixas de papelão no lugar das sacolas de plástico no supermercado.
Juliana Arini
A mato-grossense Juliana Arini cobre meio ambiente há 12 anos. Já trabalhou para ONGs, como o WWF, e produziu reportagens para a National Geographic. Tenta convencer os paulistas a parar de comer hambúrguer para salvar a Amazônia.
Marcela Buscato
Repórter da revista ÉPOCA. Não pisa em nenhum terreno off-road sem seu salto agulha. Tem medo do aquecimento global, mas não gosta dos ecochatos.