11/07/2008
Como economizar combustível



A empresa californiana PLX Devices lançou um aparelhinho do tamanho de um celular grande (parece um iPhone) que ajuda o motorista a economizar combustível. Basicamente, ele analisa o comportamento de quem dirige (avaliando acelerações bruscas, por exemplo) e sugere mudanças. O aparelho foi batizado de Kiwi, em homenagem à frutinha verde. Segundo os fabricantes, permite que os usuários reduzam em 20% o consumo de combustível.

O aparelho pode ser instalado em qualquer carro (ameriano) fabricado a partir de 1996. Basta instalar o aparelho no painel, como se faz com um GPS. O Kiwi tem um plug para ligar em uma entrada que geralmente fica embaixo do volante, chamada OBDII. Ela transmite informações do carro para o aparelho. A partir daí, ele funciona como um co-piloto que dá dicas de direção. O vídeo acima ajuda a entender.

(Alexandre Mansur)

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11/07/2008
Desenvolvimento a qualquer custo



No final do ano passado, a WWF do Brasil e a internacional fizeram alguns vídeos bem didáticos. Eles mostram, sem palavras, como o estrago ambiental cometido em nome do progresso acaba se voltando contra nós.

(Alexandre Mansur)

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10/07/2008
Terra grátis na Amazônia



O Congresso deu mais um passo para ajudar a legalizar a situação de quem invadiu terra pública na Amazônia. O Senado aprovou ontem uma medida provisória que aumenta a área da Amazônia Legal que pode ser concedida pela União para uso rural sem a necessidade de licitação. O limite, hoje de 500 hectares, vai para 1.500 hectares, pois passará a ser contado como até 15 módulos fiscais - medida que varia para cada município. A proposta, que ainda depende de sanção presidencial, prevê que até 20% da área concedida poderá ser desmatada.

“Essa medida vai significar um processo de privatização de terras, de legalização de áreas que foram ilegalmente griladas e com graves prejuízos para o Plano de Combate ao Desmatamento da Amazônia”, disse a senadora Marina Silva. A ex-ministra agora assumiu uma postura de oposição aos caminhos da política ambiental do governo. “Quem foi que disse que amanhã ou depois não se fará uma nova medida para os que ocuparam ilegalmente as terras públicas e as florestas públicas, as unidades de conservação, as terras indígenas, as unidades de proteção integral e assim por diante, não venham a ter novamente uma lei para regularizar os seus processos de grilagem?”, afirmou Marina Silva.

Para ilustrar o que significa a medida provisória, o Greenpeace fez um vídeo bem humorado.

(Alexandre Mansur)

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09/07/2008
Você quer esse progresso?



Um leitor, infelizmente anônimo, escreve que o Instituto Chico Mendes, que gere as unidades de conservação no Brasil, deveria ficar na mão de Mangabeira Unger.

Diz o leitor: “Desenvolvimento sustentável significa que o meio ambiente deve ser submetido à racionalidade do crescimento econômico e não ser um entrave/obstáculo à melhoria das condições de vida da população, redução da pobreza, distribuição de renda e etc.. É só ver o exemplo dos países desenvolvidos. Querer que 1/3 do Brasil permaneça como selva é fácil se você vive no exterior.”

Sem entrar no mérito de um ou outro ministro, é importante levar alguns fatores em conta nessa discussão. A visão do desenvolvimento a qualquer custo, ignorando os limites naturais, levou aos piores desastres ambientais no Leste Europeu, com altos custos econômicos e sociais. Um deles foi a extinção do Mar de Aral. Agora, a China repete a mesma trajetória de engano por conta de um desenvolvimento cego. Hoje, arca com problemas ambientais provocados pelo descuido de sua política industrial e pela repressão violenta das vozes discordantes. Dramas como a poluição dos rios, a contaminação do solo, o envenenamento do ar, o esgotamento dos mananciais viraram alguns dos maiores entraves ao crescimento chinês. Será esse o nosso caminho?

(Alexandre Mansur)

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09/07/2008
A vovó ecológica

Quase todo mundo já ouviu falar sobre a futura falta de água no planeta, certo? E quem ouviu sabe que há atitudes necessárias para evitar o desperdício da fonte primordial da vida - fechar a torneira enquanto escovar os dentes, tomar banhos mais curtos, consertar vazamentos.

E nunca é tarde para adquirir um hábito saudável para o planeta. Mas se depender da vizinhança, você pode até virar motivo de fofocas. A história parece até caricata, mas é verídica.

Na rua onde minha vó mora, de portão em portão, a notícia se espalhou: “A dona Maria da esquina ficou porca! Ela parou de lavar o quintal e agora só varre e passa pano úmido”. A dona Maria deve ter uns 80 anos, e seja qual for o motivo, ela deixou de desperdiçar muitos litros de água lavando seu amplo quintal. Mas assim que ela souber das fofocas que rondam sua rua, é capaz de desistir de ser uma nova vovó ecológica.

(Thaís Ferreira)

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09/07/2008
Alguém quer administrar o Chico Mendes?

Os 60 milhões de hectares de unidades de conservação brasileiras continuam sem um administrador permanente. São centenas de parques, estações ecológicas, reservas biológicas e reservas extrativistas que aguardam sair da coordenação provisória. Grande parte do que restou de mata intacta do país está dentro dessas áreas protegidas. A situação caótica das unidades de conservação começou em 06 de Junho, um dia após as comemorações do dia internacional do meio ambiente. Foi quando o ministro Carlos Minc destituiu João Paulo Capobianco da presidência do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O grande problema é que nenhum dos novos convidados de Minc para assumir o ICMBio aceitou a proposta. O Instituto surgiu há um ano atrás a partir de uma polêmica divisão do Ibama, mas nunca teve verba nem quadro técnico suficiente para fazer a gestão das unidades de conservação. É considerado com um dos grandes abacaxis herdados da administração Marina Silva.

Depois de muitas recusas, a solução encontrada por Minc para colocar alguém na presidência do ICMbio foi tão criativa quanto seus coletes coloridos. Ele lançou um edital onde um comitê de pessoas vai analisar “currículos” de prováveis candidatos para o cargo. Entre os membros do comitê estão: A ex-ministra Marina Silva, Paulo Nogueira Neto, Cláudio Pauda, Fábio Feldman e o próprio João Paulo Capobianco. O candidato deve ser:
I – Brasileiro Nato
II – Ser formado em alguma instituição reconhecida pelo Ministério da Educação
III – Possuir no mínimo dez anos de gestão em atividades relacionadas a questão ambiental (?)
IV – E claro, ter alguma proposta de Gestão para Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Alguém se habilita a enviar o currículo?


(Juliana Arini)

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08/07/2008
Natural, ordenado, estruturado



Jan Chipchase é um pesquisador da Nokia que viaja pelo mundo colhendo pistas de tecnologia, comportamento, imagens e muito mais para alimentar as criações da empresa de celulares. A foto acima faz parte de um ensaio visual que ele postou em seu blog. A idéia é mostrar a diferença entre um arranjo natural, um ordenado e um estruturado. Não entendeu?
Clique no link e veja as três imagens de Jan para explicar isso visualmente.

(Alexandre Mansur)

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08/07/2008
Picanha ou Amazônia?

Os maiores frigoríficos do país se reuniram em São Paulo, na semana passada, para debaterem os custos ambientais de produção de carne. A formação de pastagens é responsável por 78% do que já foi derrubado na Amazônia. O encontro foi a primeira reunião do setor em busca de um caminho mais sustentável. A idéia é criar critérios para a compra e venda que garantam ao consumidor que o produto não contribuiu para o desmatamento. O temor dos grandes frigoríficos é perder espaço no mercado das exportações e sofrer boicotes.

E eles tem razão para ter medo. O mercado já fez esse tipo de restrição com a soja. Em 2006, grandes compradores, como McDonalds e Wall Mart, lançaram uma moratória contra os grãos brasileiros. Eles decidiram que não iriam mais comprar soja proveniente de áreas recém desmatadas. A ação resultou na criação de uma mesa redonda para melhor as práticas do setor. Hoje, já existem bons exemplos de formas menos impactantes para produzir grãos na Amazônia.

A reunião da semana passada é um tentativa de proteger a pecuária contra reações negativas do comércio global. A carne é um dos principais produtos das exportações nacionais. Apesar das boas intenções dos frigoríficos, muitas perguntas ainda ficam no ar. Como rastrear as práticas ambientais dos pecuaristas na floresta, se o país não consegue nem fazer o controle sanitário obrigatório? Será que vamos precisar também de um boicote à carne para mudar nossas práticas? Ou a picanha vai continuar custando árvores?

(Juliana Arini)

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06/07/2008
350 partes por milhão



A militante May Boeve fundou a ONG 350.org. Seu objetivo é convencer o maior número de gente possível que a concentração de gás carbônico na atmosfera deve se estabilizar em 350 partes por milhão. Hoje, está em cerca de 387 partes por milhão. Esse gás é o principal responsável pelo aquecimento global. Se sua concentração sobe muito, os pesquisadores acreditam que uma série de coisas desagradáveis começam a acontecer. Aliás, já estão acontecendo.

(Alexandre Mansur)

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05/07/2008
O meio ambiente mora lá


O site da ONG WWF tem um joguinho virtual que ensina de forma simples como diminuir, em sua casa, o consumo de energia elétrica e os danos ao meio ambiente.

Enquanto caminha pela
Casa Eficiente, o jogador deve ajudar o morador a tirar os focos de desperdício de energia da casa. Você pode trocar as lâmpadas por um modelo fluorescente, consertar a pia do banheiro, que não pára de pingar, e até plantar uma árvore no jardim. Ao desligar a televisão pelo controle remoto, o jogo avisa que é só desligando da tomada que as tevês deixam de consumir energia.

Quanto menos energia a casa consome, mais pontos. Ao longo do jogo, dicas aparecem explicando como atitudes simples, como usar pilhas recarregáveis, podem ajudar o meio ambiente. Depois de jogar, não vale esquecer de somar pontos na sua casa de verdade.

(Thaís Ferreira)

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Alexandre Mansur
Editor de Ciência & Tecnologia da revista Época. Cobre meio ambiente há 16 anos. Já ganhou alguns prêmios, como o Reuters-IUCN Media Award. Diz que está preocupado com o aquecimento global, mas só quer salvar a praia de Ipanema.
 

Luciana Vicária

A repórter da ÉPOCA já enfrentou lacraias venenosas na Amazônia. Adora animais, mas já matou um peixe beta (ela jura que foi sem querer!). Há um ano, usa caixas de papelão no lugar das sacolas de plástico no supermercado.
 
Juliana Arini
A mato-grossense Juliana Arini cobre meio ambiente há 12 anos. Já trabalhou para ONGs, como o WWF, e produziu reportagens para a National Geographic. Tenta convencer os paulistas a parar de comer hambúrguer para salvar a Amazônia.
 
Marcela Buscato
Repórter da revista ÉPOCA. Não pisa em nenhum terreno off-road sem seu salto agulha. Tem medo do aquecimento global, mas não gosta dos ecochatos.
 
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